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Imagens da NASA mostram redução drástica da poluição na China com a crise do coronavírus

Postado em 12 de março de 2020

Os valores de dióxido de azoto (NO2) caíram a pique na região central da China. Investigadores da NASA e da ESA acreditam que os períodos de quarentena por causa do novo coronavírus e a desaceleração económica a ele associada podem explicar esta diminuição.

Uma série de imagens de satélite da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA) mostram uma redução significativa nos níveis de poluição por dióxido de azoto (NO2) sobre a China, anunciou a agência espacial norte-americana. Numa publicação no site do Earth Observatory, a NASA refere que é possível que a mudança se deva, pelo menos em parte, ao abrandamento da economia associado à epidemia do novo coronavírus.

A atividade das fábricas no país caiu drasticamente à medida que os trabalhadores abandonaram as fábricas para cumprir quarentena e evitar a contaminação pelo vírus SARS-CoV-2, que causa a doença Covid-19. Os cientistas da NASA afirmam que a redução nos níveis de dióxido de azoto, “um gás nocivo emitido por veículos a motor, centrais de energia e unidades industriais”, começou a notar-se inicialmente na zona da cidade de Wuhan, epicentro de contágio do vírus, espalhando-se em seguida por todo o país.

A redução nos níveis de dióxido de azoto nos últimos meses também coincide com as celebrações do Ano Novo Chinês, que normalmente leva ao encerramento de negócios e fábricas entre a última semana de Janeiro e o início de Fevereiro. Observações anteriores já tinham mostrado que a poluição do ar diminuía durante este período, mas os níveis voltavam a subir novamente logo depois das festividades.

As imagens das duas entidades espaciais foram usadas para comparar os dois primeiros meses de 2019 com o mesmo período deste ano. "É a primeira vez que vejo uma queda tão dramática numa área tão ampla”, refere Fei Liu, investigadora da NASA especializada em qualidade do ar.

Um segundo conjunto de imagens mostra os valores de dióxido de azoto no espaço aéreo da China entre 1 e 20 de Janeiro, antes da quarentena em território chinês ter sido decretada, e entre 10 e 25 de Fevereiro, durante o período de isolamento de milhares de cidadãos.

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Fonte: Público