Post image

Artigo: o que é OpenLayers e sua importância em soluções de webmapping

Por Arthur Paiva*

As soluções webmapping consistem no desenvolvimento front-end (termo muito utilizado em computação e refere-se a etapa inicial de um projeto) da infraestrutura de serviços na qual todos os seus dados estarão hospedados. Em outras palavras, toda a plataforma de serviços OGC (Consórcio Geoespacial Aberto, em português) que irá interagir diretamente com o usuário de dados geográficos.

 

Além da exploração dos dados, a interface final pode conter serviços de seleção de camadas, geoprocessamento, navegação dentre outros. A API (conjunto de rotinas e padrões de programação) pode ser utilizada para construir aplicações dinâmicas de webmapping, com a integração de várias tecnologias, como Ajax, JavaScript nos padrões web 2.0, com suporte a padrões de código aberto.

O OpenLayers se trata de uma biblioteca JavaScript de mapas da web, de código totalmente aberto (open source), com amplo acesso a diversos recursos de dados (Web Map Service, Web Feature Service etc) e ferramentas de gerenciamento, exibição e criação de camadas e aplicativos.

A solução webmapping, efetivada pelo OpenLayers, é um interessante produto cartográfico a ser implementado, pois além do produto final gerado, a solução permite autonomia na exploração das camadas de informação (layers) por parte do cliente. O mapa não permanece estático, como uma simples exportação para PDF ou arquivos de imagem e pode ser compartilhado através de um link da web.

As 3 principais vantagens ao utilizar o OpenLayers:

• Software Open Source – Solução desenvolvida pela comunidade geoespacial de código aberto, ou seja, livre para desenvolvimento e customização;
• Possui API que possibilita o desenvolvimento de aplicações web, como Google Maps API, Bing, ESRI Mappings API ;
• Apresenta suporte para variados formatos de dados geográficos, além da integração com Geoserver e do suporte do QGIS em dados casos;

Arthur Paiva* – Engenheiro cartógrafo formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atualmente consultor e instrutor do instituto GEOeduc, possui 5 anos de experiência em softwares GIS e de Processamento Digital de Imagens. Apresenta conhecimentos em assuntos como, geoestatística, geomarketing, análise ambiental, gestão de banco de dados dentre outros temas. Atuou como suporte técnico e na confecção de materiais de cursos de extensão em geotecnologias pelo Laboratório de Geoprocessamento da UERJ (LABGIS UERJ). Possui experiência na área de agrimensura, como no mapeamento de estradas e túneis a partir de levantamentos geodésicos (Diferencial, estático e RTK) e a partir de levantamentos com equipamentos topográficos, como estação total, Laser Scanner fixo e o Laser Scanner Móvel (acoplado em automóvel).

Fonte: GEOeduc